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A mágica das viagens grátis

Taxa zero? Serviços sem custos?

Infelizmente, não existe trabalho de graça, principalmente de agências de viagens corporativas que pagam impostos, contratam sistemas eficientes de gestão e mantém uma equipe de atendimento experiente.

Como então uma agência desta pode ganhar, por exemplo, uma licitação (na qual vence o menor preço) com taxa zero de serviços?

Para fechar novos negócios e conquistar clientes, ainda é comum algumas agências apresentarem valores muito abaixo daqueles praticados pelo mercado. Por vezes, a taxa de serviço – o que mantém a agência em funcionamento – pode chegar a zero.

No entanto, independentemente da qualidade do serviço, a conta precisa fechar. E ela sempre fecha. Como? A resposta pode estar no modo faturado de pagamento e nas passagens aéreas.

Se as compras da sua empresa são feitas diretamente no cartão de crédito, não há problema, pois a transação financeira é feita diretamente com a companhia aérea, sem possibilidade de alteração de valores.

Por outro lado, se a sua empresa utiliza o modo faturado para pagar a agência, fique atento. É comum as “agências taxa zero” recuperarem recursos aumentado o valor das passagens ou até mesmo a taxa de embarque.

Exemplo, uma passagem da ponte Rio x São Paulo custa R$ 100. Se você utilizar um cartão de crédito, será debitado da sua conta exatamente R$ 100. Mas se você utilizar o faturado, não há como saber quanto realmente está sendo cobrado da sua empresa.

Pronto. Aquela taxa zero apresentada na proposta não é tão zero assim. E ainda pode ser mais alta do que a apresentada pelas empresas que mostraram os custos reais na concorrência.

Em resumo, fique atento a três sinais que podem indicar que algo está errado:
• Taxas de transação muito abaixo do praticado pelo mercado;
• Insistência no pagamento faturado;
• Aumento do prazo de pagamento (muitas vezes maior do que o oferecido pelo cartão de crédito).

A boa notícia

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) publicou uma resolução que deve ajudar a dar mais transparência nas relações comerciais no setor de viagens corporativas.

De acordo com este texto, a partir do dia 12 de março, os cartões de embarque emitidos pelas companhias aéreas, no momento do check-in, deverão indicar o valor da passagem paga pelo passageiro.

Na prática, pode ser o começo do fim das “agências taxa zero” e de práticas que deveriam ser banidas de uma vez por todas do mercado brasileiro.

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