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Cara a cara e mais informações preciosas: viajar a negócio ainda é melhor do que o Zoom

Viajar a negócio está em alta nos Estados Unidos. Viagens corporativas devem bater o nível de 2019, antes da pandemia, ainda este ano, enquanto a previsão anterior era somente para meados de 2026.

Isso porque, esse movimento, que há algum tempo já era perceptível no turismo em geral, agora tem sido notado por gestores de viagens corporativas, que veem as empresas ampliando os deslocamentos, de olho na proximidade com os clientes e cansadas das reuniões por aplicativos como Zoom.

No final de abril, o The Wall Street Journal traçou o cenário de crescimento nas viagens corporativas entre as companhias americanas, conversando com alguns dos principais players do mercado. Nesse sentido, um caso emblemático é o da rede de hotéis Marriott International. Ao organizar uma reunião de analistas alguns meses atrás, a empresa não encontrou locais disponíveis em Nova York, onde costumeiramente é realizado o encontro, migrando o evento para Miami. “Isso não é uma piada. Não conseguimos espaço em nenhum de nossos hotéis”, disse o CEO da rede hoteleira, Anthony Capuano.

Movimento de viajar a negócio cresceu no primeiro semestre

Primeiramente, os números das companhias aéreas reforçam essa tendência. As receitas de contas corporativas no primeiro trimestre cresceram na Delta e na United em 14%, na comparação com um ano atrás. A Alaska Air registrou alta de 22% no primeiro trimestre, já de volta a níveis pré-pandêmicos. A United informou ao jornal que teve nove dos 10 principais dias de reservas corporativas em sua história este ano. E a Southwest Airlines apontou que a receita com viagens a negócios saltou 25% no primeiro trimestre, de volta aos níveis de 2019.

E qual a causa para essa retomada com toda a força do movimento de viajar a negócio? Conforme a reportagem, há clientes que desejam se encontrar pessoalmente novamente. Seja para participar de eventos ou palestrar em conferências, em que o fator presencial é mais uma vez a norma. Além disso, algumas empresas dizem que viajar é um investimento.

A Fastenal, uma distribuidora de materiais de segurança com sede em Minnesota, percebeu, por exemplo, no início de maio, que suas vendas haviam aumentado. O crescimento foi quase 20% no primeiro trimestre do ano, com o esforço para interagir presencialmente com os clientes.

Conversas mais vivas, mais oportunidades

As reuniões online não são suficientes, acredita Kevin Davis, CEO das Américas para o braço de hotéis e hospitalidade da gigante imobiliária Jones Lang LaSalle. Ele entende que os encontros cara a cara são mais eficientes e tornam a conversa mais viva, com maiores oportunidades de construir relacionamentos.

“Os últimos 15 ou 20 minutos da reunião pessoal ou do almoço são frequentemente os mais valiosos. É aí que a conversa tem oportunidade de fluir organicamente”, disse Davis, cujas viagens de negócios o levaram a Londres, Los Angeles e Carolina do Norte nas últimas semanas. “E você realmente pega informações interessantes que provavelmente não teria obtido em uma chamada do Zoom”, sentencia.

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