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Vivemos nossa maior chance no turismo

Por Lorena Avila
Sócia da A1

*Artigo publicado em Zero Hora em 12 de janeiro de 2023


Há muitos anos participo de feiras internacionais de turismo, viajando com o olhar de comparação do mercado brasileiro com os de outros países que visito. Sempre voltava para o meu canto feliz com as nossas qualidades tipicamente brasileiras, mas também com a sensação de que estávamos alguns anos atrasados em relação a pontos-chave para o turismo corporativo, principalmente na comparação com destinos do continente europeu e dos Estados Unidos.

Quando se falava de tecnologia, qualidade no atendimento e profissionalização do mercado, a sensação era sempre a mesma: “lá fora é diferente”. No entanto, em dezembro participei de uma reunião da nossa parceira canadense Uniglobe e, pela primeira vez depois de 20 anos de turismo, vi e ouvi pessoas de todo o mundo reclamando das mesmas dores e compartilhando as mesmas glórias que via e ouvia por aqui.

Após dois anos de pandemia, o mundo tem acompanhado uma forte retomada nas viagens corporativas e a lazer. No Brasil, em 2022, as vendas de pacotes de viagens cresceram, em média, de 40% a 50% em relação a 2021, segundo a Associação Brasileira das Agências de Viagens. No turismo de negócios, os dados são ainda mais empolgantes. No segundo semestre de 2022, o setor faturou quase R$ 5 bilhões, mais que o triplo do resultado registrado em igual intervalo em 2021, segundo a Associação Brasileira das Agências de Viagens Corporativas (Abracorp).

Os números positivos também trazem desafios. Com a alta, vêm também a dificuldade na contratação de mão de obra qualificada, preços acima da média e serviços lotados. E não se trata mais de um desafio local. Estamos vivendo no Brasil as mesmas dificuldades vivenciadas pelo setor na Índia, Estados Unidos, Holanda, Canadá, Austrália ou África. O pós-pandemia equalizou o mundo do turismo.

Voltei para o meu canto com o sentimento de que não haveria período melhor para estar no mercado de turismo. No Brasil ou em qualquer lugar do mundo. Finalmente estamos todos sobre a mesma linha de largada, com a mesma chance de vencer a corrida. Para conquistar um lugar no pódio, agora só dependemos do nosso trabalho, inteligência, organização e esforço.

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